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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

29
Nov17

Obrigado por acreditarem no que escrevo!

David Marinho

Estou muitíssimo feliz por ter a oportunidade de figurar entre os 5 finalistas da categoria Opinião, para os Sapos do Ano 2017. Eu nunca escondi que o que escrevo aqui é para quem lê, mesmo sabendo que é a grande plataforma que tenho para ser quem sou, sem filtros e sem fato e gravata. E saber que mereço, entre outros tantos blogues, estar na votação final é muito gratificante. Votem e votem muito, só assim podemos acrescentar responsabilidade a todos nós que todos os dias damos alma à blogosfera nacional e sobretudo a uma arte que muitos parecem querer matar todos os dias: o da escrita.

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 Obrigado!

 

Votação final - Sapos do Ano 2017

 

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12
Nov17

#11 Hora da sesta

David Marinho

Havia um cão

perdido, que pedia liberdade

de olhos meigos, irrequieto

que morreu vítima da verdade

que o humano não soube inventar.

 

Procurava comida

apanhava chuva e tempestades

e fazia com o tempo

deixando ou não saudades

vivendo com o vento.

 

Pudesse eu fazê-lo retornar à vida

aos sonhos de qualquer animal

que o irracional sente mas não pensa

que o racional, miserável não vê mal

que ao pobre pequeno não o sustenta.

 

E os olhos fecharam-se

meigos, fizeram-se frios e distantes

que descanse noutro lado

bem mais feliz em passeios constantes,

que aqui não teve...triste fado.

 

07
Nov17

#10 Hora da Sesta

David Marinho

Trabalhar ao lado do Web Summit faz com que tenha ideias ligeiramente homicidas em relação ao certame. É que aquilo não é nenhuma feira de tecnologia, não são apresentadas as grandes tendências do ano da...tecnologia. Aquilo é mais uma mistura de TED Talks com bilhetes a preços de quatro dígitos sobre coisas que parecem tecnologia mas vai-se a ver e não são. Convém lembrar que o Guterres teve lá...

Mas as ideias homicidas prendem-se com o facto de ter de levar com magodes de gente num raio de 1 quilómetro que sem isto não haveria. É que até para comprar uma garrafa de água no Continente reveste-se de uma tragédia grega e nem quero imaginar a zona da restauração, que aquilo deve ser uma tourada que deve ombrear com as grandes noites no Campo Pequeno.

Convém perceber a logística de uma coisa destas, por exemplo no metropolitano: estamos na linha vermelha do metro de Lisboa, onde começa no Aeroporto e acaba em São Sebastião. Tudo para correr mal:

  • Aeroporto, onde andam milhares de pessoas que usam o metro;
  • Oriente, onde fica o Altice Arena (sítio do Web Summit e grandes eventos no geral) além de ser um sítio por excelência da cidade;
  • Chelas, tem uma faculdade;
  • Bela Vista, onde fica o Rock in Rio;
  • Olaias onde fica uma das escolas de arte mais conhecidas da cidade, frequentada por muitos estudantes;
  • Alameda, que troca com a linha verde, que serve tanto para quem vai ao Estádio José Alvalade ver o Sporting, como quem vai para o Técnico ou até para quem vai para o Cais do Sodré, conhecida pela noite, turismo a montes e intermodalidade de transportes, ou Rossio ou Chiado, conhecidas por terem gente em cada estabelecimento que serviria para encher estádios de futebol;
  • São Sebastião que tem o El Corte Inglés, que serve aquela faixa de pessoas com dinheiro que eu não tenho e dificilmente terei e serve a linha azul para quem quiser ir ao Estádio da Luz ver o Benfica, por exemplo ou então Terreiro do Paço para apanhar barco ou Marquês de Pombal/Parque Eduardo VII onde a malta passeia e os turistas torram a pele todinha.

E por vezes tem 3 carruagens. Fica impossível, não é?

 

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