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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

21.Nov.17

Porquê perder tempo?

O tique-taque das horas não perdoa, a menos que deixemos de lhe dar corda. E isto podia a metáfora para grande parte das situações do dia-a-dia, da vida em geral. É a corda que nos segura, nos ampara e nos favorece. O problema é quando dependemos de um fiozinho, fraco e indefeso, acabamos por nos separar daquilo que nos mantém. Vou-vos contar uma história: havia um menino (vou chamar-lhe Pedro) que tinha uma alegria infindável, contagiante, soberba até. Certo dia, uma dor assombrou-lhe o baixo ventre e, por entre vómitos e dores horrorosas, Pedro e os pais vão ao hospital mais próximo. Entre pulseiras das cores do arco-íris e o ser atendido, contei-lhe 4 horas. As dores cresciam, ao contrário das palavras de conforto que começavam a escassear. Mas vamos poupar ao leitor maior demora: o Pedro tinha cancro.

 

Uma criança que era a luz dos olhos dos seus pais, dotada de uma felicidade infinita, vê-se nas amarras frágeis de uma doença como esta. Os pais, em completo desespero, temem por tudo, até pelas parcas palavras que têm para lhe dizer, ao seu mais que tudo. 

 

Isto tudo para quê? Para vos dizer que as cordas são feitas de pequenos fios todos juntos. Ao longo da vida eles vão partindo e vão enfraquecendo todo o conjunto. É definitivo, nenhuma matéria é imortal.

 

Por isso pergunto: Porque raio andamos a perder tempo com o que não interessa?

 

Bom dia. 

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