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Domingo à tarde

Vais dizer-me que não gostas...

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30.Nov.17

Escrever em Portugal

Escrever, é tudo o que faço quando tudo o que havia para fazer já foi feito. E escrevo para desafiar as palavras, equilibrar a musicalidade das coisas, o conceito, o conteúdo e o preceito. E escrevo quando as horas me chamam, de manhã à noite, entre feriados e não feriados. O acto é puro, como as minhas palavras, e é por isso que sonho muito, para poder desabafar, falar na solidão que me contém quando escrevo. É que além de puro, o acto é solitário, desconhecido e fundamental. Não basta ter ideias e palavras bonitas, é preciso senti-las. E cada sentimento na nossa língua tem uma palavra ou um palavrão, e é por isso que fico, deixo-me estar porque há coisas que não encontrarei em outro lado. Pudessem todos os outros ter a nossa língua onde pudessem beijar o céu e o coração, gemer de prazer e exclamar de satisfação, tudo ao mesmo tempo, e seríamos todos versados na felicidade que tanto falta a Portugal. 

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