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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

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20
Fev18

Sabugo, o cu da unha?

David Marinho

Tenho meio olho aberto e meia coordenação motora para o que vou escrever. E chega na verdade. O que tenho para vos dizer é que uma das minhas unhas da mão cresceu mais do que as outras todas. Podia o leitor achar uma presunção, um pormenor pérfido,uma coisa meio sem jeito mas não é. Nenhuma unha,e tenho quase três décadas disto, me fez isto, à revelia, por receio de represálias, de perda de compostura da minha parte. O medo é legítimo, o medo é quase um acto de respeito, "quem tem cu tem medo" (a unha tem cu? O sabugo é o cu da unha? Fica ao vosso critério e imaginação). Mas esqueceu-se de um pormenor: o de que eu vejo e sinto quando a unha se me prende na roupa,ou no pior dos casos, se espeta em alguma alma caridosa. E ninguém irá acusar a unha do mal que possa criar.

 

Por isso cortei-a,como um mal que se corta pela raíz. 

O sabugo, vá. O cu da unha, vá. O que estás para aí a dizer, David? Não sei.

Bom dia.

universitarios022018-billboard
19
Fev18

Ninguém se digna

David Marinho

Leviana a noite

Que passa o tempo

A misericórdia

E vai sussurrando ao vento

Essa moda do alento

Da burrice e da concórdia.

 

Entre a espada e a parede

Devia estar a vida e a morte

Que tudo o resto se resolverá

Ao acaso ou sem sorte

Que ninguém aqui é lorde

Nem santo ou entregue ao Deus dará.

universitarios022018-billboard
18
Fev18

Palavras Cruzadas

David Marinho

Vejo as palavras cruzadas na minha mesa de cabeceira, e sei logo quem foi. O quanto te divertes a fazê-las antes de dormir para te distraires da minha ausência. Doi-me pensar que um dia, nem todas as palavras cruzadas servirão para te distrair de mim porque um dia ganharei asas e voarei para longe. Prometo voltar sempre mas o meu lar passará a ser outro. E tu vais envelhecendo querendo as pessoas para ti e eu vou crescendo,deixando-as pela minha independência. Nada disto combina em nós e assustamo-nos por isso, eu sei. E vamos vivendo de sorrisinhos nervosos,esperando o dia em que é definitivo, e o lar que era de quatro... passará a dois. E eu vou cair na amargura de uma ausência da qual não estarei preparado. 

Depois passará, porque aconteceu o mesmo contigo e acontecerá com os teus netos,bisnetos. Passará e farei eu as minhas próprias palavras cruzadas, porque os momentos marcar-me-ão, simples e singelos. 

Um dia.

E agora leva daqui as palavras que sao horas de ir dormir.

universitarios022018-billboard

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