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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Sê livre, o resto que se foda

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As rugas sobressaem quando o olhar amansa e traz uma lágrima na voz. Olhamos sempre em perspectiva com o tempo, cada vez mais alto para abranger a vida tal como ela é. 

E o cheiro a mar, à terra molhada da saudade, ao sol que se senta numa esplanada e pede um refresco. Tudo isto é utopia para quem a vida é um fracasso, um fardo, um sofrimento atroz. E ninguém aceita alguém que não se levante e se mostre capaz, e não hoje que tudo é tão mesquinho e superficial.

Devemos querer o bem-estar: o nosso e o dos outros porque isso traz-nos uma bagagem muito maior, e essa deveria ser a maior luta da nossa vida, porque só essa nos permite tudo o resto para sobreviver.

O que estão a fazer às pessoas não se faz. Digo-o aqui e em todo o lado onde cortam a voz, a força e a elasticidade emocional para dar e receber. Vivo numa sociedade oca, que sobrevive com dinheiro, que luta por dinheiro, que sofre por dinheiro e que morre por dinheiro. Ninguém pensou que somos um pedaço de carne que por acaso precisa de afecto e atenção, de sorrisos e sonhos, de amores e afeição, tudo de borla e ao alcance de qualquer um.

Fazes-me um favor? Eu prometo que te cobro na mesma moeda.

Abraça alguém, ama alguém de forma livre e descomplexada, convida alguém para partilharem a alegria de viver. 

 

O resto que se foda.

 

hippie-mrec