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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Já deram o primeiro mergulho do ano?

Primeiro mergulho do ano: check ✔️

O grande momento histórico deste ano ocorreu na Praia Grande, em Sintra, debaixo de um tempo, que apesar de ser um descalabro para o comum dos mortais, é o cartão de visita da região durante quase todo o ano. Mas eu fui com um objectivo muito importante, que costuma preencher as redes sociais de inveja, de escárnio e mal dizer: mergulhar nas águas frescas do Atlântico pela primeira vez este ano. À primeira tentativa, houve necessidade de se analisar através do VAR (Video-Árbitro) uma falta dentro de água, devido a um passo em falso depois de um banco de areia me ter rasteirado. Não serviu de nada. Mas temos de ser fortes e conhecer as manhas do mar e da areia.

A quem diz que o mar lava a alma, devo admitir que lava mesmo. E lava tudo o resto (quem nunca lavou o cu na água quando era puto?), deixando a sensação errada de que estamos bem quando na verdade já estamos com queimaduras de terceiro grau no corpo por causa do calor.

Mas a alma, ai essa está impecável.

Praia_Grande.jpg

 créditos da imagem: CM Sintra

hippie-mrec

Voltar a Salamanca

Hoje apetece-me falar de Salamanca.

Já lá foram? Então façam questão de ir, seja qual for a resposta.

Eu nasci e vivi toda a minha vida numa terra de ferroviários. Desde o barulho dos comboios, o fumo, o cheiro a óleo queimado, o Intercidades que vinha do Barreiro, o Regional que partia de onde moro, a azáfama para Vendas Novas, Setúbal, Évora ou para o Algarve. Era ali que tudo acontecia, e tinha de passar por ali para ir à outra parte da vila - sempre foi assim e sempre será. 

Não é por acaso que desenvolvi desde criança uma paixão pelos comboios, e por tudo o que representam na vida das pessoas, longe do negócio e das greves, que isso são outras contas. E foi por isso que quis até ao ano passado apanhar o comboio-hotel para ir a Madrid, experimentar o serviço e a sensação de viajar para o estrangeiro noutro meio de transporte que não o avião ou o carro.

Devo dizer, afastando-me do panorama, que é uma viagem demasiado grande e cansativa, mas que vence realmente pela experiência, e foi com esse espírito que encarei a viagem, como aliás, encarei a vida.

Pelo meio, e foi pensado, parei em Salamanca. Queria conhecer uma das maiores cidades de Espanha e uma das mais históricas cidades da Península Ibérica. E antes que continue, preciso de vos fazer uma pergunta: já se sentiram numa cidade como se ela fosse a cidade da vossa vida? Foi isso que senti nesta, simplesmente.

Não me perguntem se foi a parte histórica, a limpeza da cidade, o facto de ter uma café português, da simpatia das pessoas. Eu senti-me em casa, capaz de ficar lá. Tem a Plaza Mayor que é um sítio inacreditável durante todo o dia, até altas horas da noite, cheio de juventude, simpatia e luz, quer da cidade, quer das pessoas. Tem as Catedrais, que mostram uma arquitectura e grandeza assinaláveis, a Casa das Conchas, que é extremamente bonita, além de poderem constatar os efeitos que o Terramoto de Lisboa de 1755 causou na cidade, por exemplo, na Torre de las Campanas, com um pequeno vídeo demonstrativo que mostra perfeitamente onde estão as falhas estruturais da torre.

É por isso que vou voltar, com muito mais calma e tempo para apreciar muito mais. E recomendo que passem por lá, bebam um copo e desfrutem. Pode ser que nos encontremos por lá.

 

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créditos da imagem

hippie-mrec

Fiz-te algum mal, São Pedro?

Eu espero o dia que se invente uma roupa que tanto sirva de descapotável, como depois uma pessoa mete a capota e serve para as quatro estações do ano (quer dizer...já foram). Já foi demonstrado mais que uma vez que ir ao IPMA serve de pouco ou nada para o tipo de roupa a levar, porque tanto vivemos num autêntico purgatório como depois passamos ao dilúvio, trovoada e coisas que dizem respeito ao Inverno. Só que estamos em Junho e é só triste.

E pior que isto fica a marcação de férias. Como marcarei umas férias para apanhar bom tempo se ele oscila desta maneira? Há algum padrão matemático que me sirva para calcular a meteorologia ideal? Assim o país não avança oh São.

 

Bem, bom dia.

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hippie-mrec

Já conhecem o Cajó?

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Eu vou-vos contar uma fábula sobre o calor.

Era uma vez uma pequenina Terra que girava à volta de uma estrela. Essa estrela, que lhe chamaram de Sol, era muito brilhante, muito amarela e iluminava a pequenina Terra durante um tempo definido todos os dias, para depois se apagar como uma vela e ficar com a aparência de uma pedra muito grande que lhe chamaram Lua.

Um dia alguém perguntou: "Oh Cajó, se a estrela se apaga como uma vela, para onde vai aquele fumo no fim?"

E o Cajó, que era o mais inteligente da pequenina Terra, respondeu: "Zé Maria, que merda de pergunta é essa?!"

E foi assim que a pequenina Terra se manteve ignorante até hoje.

Ignorante porque ninguém percebe porque raio uma coisinha pequenina como o Sol (como é vista daqui) pode fazer com que possa suar de forma abundante.

O Zé Maria, voltou à carga: "Oh Cajó, deste um peido?"

E o Cajó, conhecedor do porquê do mau cheiro existente na pequenina Terra, sem saberem de onde, concentrou todo esse cheiro debaixo do sovaco dos seus habitantes.

 

Moral da história: é perguntar ao Cajó onde podem tratar desse vosso sovaco que não se aguenta em ambientes fechados. Porque todos os anos é sempre a mesma coisa e o Cajó não adivinha, não é?

hippie-mrec

"Anda, tu bates bem", Portugal

Alguém quer uma dor de cabeça? Eu ofereço. Não, a sério! E ainda vos dou um Brufen para ver se passa.

Bem, o que vos trago aqui é um pedaço de nada, como aliás, tem sido apanágio nos últimos tempos. Isto porque estamos em altura de Mundial e na mente de um aficionado pelo futebol, dá-se um clique, muda-se o chip e só vemos bola, bola, bola. E a bola joga-se com os pés, deixando bola na cabeça.

Eu sigo a selecção desde o Campeonato Europeu de 2000 (não me lembro para trás), jogado na Holanda-Bélgica, onde caímos aos pés da França de Zidane, com uma mão de Abel Xavier. Desde então guardo memórias:

  • de um Portugal-Polónia do Campeonato do Mundial Coreia/Japão de 2002 na extinta Praça Sony no Parque das Nações, onde vencemos por 4-0;
  • de não dormir após perdermos a final com a Grécia no Estádio da Luz no Europeu de 2004;
  • do jogo com maior pancadaria da história da selecção, num Portugal - Holanda no Mundial 2006 na Alemanha;
  • de um Europeu de 2008 fracassado;
  • de uma série de maus resultados contra a Espanha que resultou em novo campeão do Mundo (2010) e da Europa (2012) dos espanhóis;
  • de um mundial 2014 no Brasil horrível!
  • de um Europeu em França, em 2016, com um histórico de 3 meias-finais perdidas com franceses, acabando por matar um borrego que tinha demasiados anos.

Para já as coisas estão bem.

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A primeira grande desilusão da minha vida.

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Para os que chegam atrasados

Atrasos.

O que há na vida das pessoas para massacrarem constantemente o conceito de chegarem a horas?

Combina-se 2 dias antes, 1 semana antes, 2 horas antes, qualquer coisa, para depois nunca chegarem a tempo. Mas tenho uma teoria:

  • Não sabem priorizar compromissos;
  • Não querem saber se existem obstáculos entre onde estão e o sítio onde vão estar;
  • Odeiam chegar horas com medo que sejam elas mesmas a ter de esperar.

Mas aqui dou de barato todos aqueles que se atrasam por manifesto azar ou por manifesta falta de tempo. Mas não é só de azares que é feita esta vida, não é? Ou é?

Conto-vos o que penso disto: eu tenho uma capacidade que desenvolvi durante muitos anos de pôr para um relógio tudo aquilo que faço, ou seja, estando no ponto A e tendo um compromisso, eu calculo automaticamente a hora mínima e máxima a que chego ao ponto B - constantemente. Isto acontece a quem anda anos e anos de transporte, e que parece perder-se quando começam a andar de carro, o que é um erro. Organização temporal pode ser a diferença entre ter tempo ou não ter, e creio que não há grande ciência no que estou a dizer.

Por isso quando penso que prefiro chegar 1 hora antes do que 5 minutos depois, porque não podemos todos pensar assim?

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hippie-mrec

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