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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Não devíamos poder dizer adeus

Não devíamos. Ninguém tem o direito de fugir de nós sem aviso prévio, em carta registada e dando uns 150 anos à casa, quando já teremos partido e a dor passada a outros - só o egoísmo afasta o espectro da morte mas vai aproximando outras bem piores, que nos vão matando devagarinho. Seria tão fácil desligarmo-nos de um familiar, de um amigo, de um amor para a vida, como desligamos a luz ou fechamos a porta de casa. Perder no ouvido a voz timbrada de alguém que nos é tanto, é como perder o motivo que nos leva a ficar tantas vezes.Ninguém está preparado para perder o hábito de amar pois não? Mas é este o lado mau da vida, de nunca saber compreender muito bem o que é isto da morte e do fim. Que não há nada que possa substituir uma pessoa, por muita tecnologia e algoritmo que possa existir. E andamos nós a chatear-nos com merdas que só existem na nossa cabeça porque às vezes não sabemos preencher muito bem o tempo. Isso e um coração vazio, uma alma morta por dentro que faz desaparecer um brilho que só existe porque alguém desistiu de lhe dar luz e de viver.

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hippie-mrec

É preciso tocar nestes assuntos

Vocês sabem que só toco em assuntos fracturantes, complicados, complexos e emocionalmente fortes. Sabem também que tenho um enorme respeito por todos os seres vivos que povoam a terra, a menos que ache que eles não percebendo que a liberdade deles próprios afecta a minha liberdade, são todos uns amores e dignos de povoarem qualquer espacinho da terra, porque isto é grande e queremos isto recheado de gente.

E hoje trago-vos uma preocupação que tem assolado a minha vida nos últimos (quase) 30 anos, que assola muita gente que não se compromete com uma luta que tem de existir, que não percebe que a ignorância relativamente ao que vou falar, pode-se espalhar e creio estarmos perante uma situação dessas.

É algo que às vezes não me deixa dormir, confesso. E tenho uma profunda pena não ser conhecedor da temática o suficiente para atacar o problema (Psicólogos desta praça, estão aí?) mas tenho lutado com tudo para que as coisas fiquem bem, e espero que com o que escrevo neste momento, possam também abrir a vossa consciência para isto:

Porque raio existem Varejeiras?

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hippie-mrec

Café moído ou de cápsulas?

Questionei-me hoje sobre o seguinte: estarei eu a tornar-se homenzinho ou a ficar velho?

E porquê, perguntam vossas excelências (e bem).

Porque desfiz-me de uma máquina de café de cápsulas no leito da morte e comprei uma manual.

Pois.

O que me chamou a atenção nem foi a senhorinha da loja de vendas a retalho que fazia publicidade à marca que comprei. Foi o café, o verdadeiro café, sentir o cheiro do café moído, sujar a bancada inteira com café e não querer limpar, tirar as borras do café do manípulo e não querer limpar aquilo também.

Mentira as duas últimas coisas.

Senti-me renovado, apreciador nato e um elitista de primeira. Senti com a primeira chávena que podia discursar, quiçá desfrutar de uma conversa amena sobre tal licor dos deuses. Por momentos pensar estar na Colômbia, Brasil, Cabo Verde e Campo Maior. Senti-me como se me chamasse David Nabeiro e dominasse o negócio (sim, apreciei com dois dedos juntos a textura do pó), dizendo a directores de empresas estrangeiras que o café deles é uma merdinha e que o meu é que é bom.

Mas percebo porque as máquinas de cápsulas proliferam. Ninguém quer ter trabalho, mesmo que o trabalho que se tenha aqui seja de louvar e até de respeito pelo grão negro (parece nome porno, mas pronto).

Enquanto escrevo, cruzo a perna, cheiro o conteúdo da minha chávena com um Delta enriquecido a vida e fecho os olhos para pensar nela (na vida).

(estou a trabalhar mesmo...)

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hippie-mrec

Não escreves mais porquê?

Tenho escrito pouco e o que pouco que tenho escrito dá sumo para meio copo. Não sei se tem sido falta de inspiração, de vontade ou falta de gracejo, mas as palavras e a vida não passam para o papel. Tenho olhado, aqui e ali, para o horizonte quando não olho para um computador, para o trabalho ou para alguém, e tenho olhado distantemente para não ver o quão perto tudo acontece e tudo existe em quantidades absurdas, para o bem e sobretudo para o mal.

Tenho feito um exercício ultimamente, sem sucesso confesso, de construção emocional, por achar que tenho de crescer todos os dias. Há momentos, formas de estar na vida, que nem sempre se coadunam com a nossa posição e a nossa atitude perante tudo e todos. E sem sucesso porque, tal como consigo ser bestial, consigo ser besta, irracional, indisciplinado, incoerente. Sou levado, e achava que isso me fazia bem, de no momento desbravar tudo aquilo que sou e penso, sem pensar que nem todos são e pensam como eu - erro meu, peço desculpa.

Todos os dias me convenço que a liberdade existe mas condicionada. Condicionada por quem, não seguindo uma linha definida por nós, entende que não é a linha que devemos seguir. Todos nós temos a capacidade de decidir o que queremos mas não temos a liberdade de decidir por ninguém, mesmo que isso nos dê um poder e um ego do tamanho do planeta. Não temos a liberdade de impor nos outros uma ideia, um ideal, um pensamento que vá contra a corrente, mesmo que isso nos dê um poder e um ego do tamanho do planeta. Temos sim a liberdade (e o dever) de impor aquilo que está certo, mesmo que não a tenhamos para decidir o que está certo ou errado. A política serviu (ou deveria servir) toda a vida para impor uma lei para que todos seguissem, senão isto era a completa selva (mais ainda).

E tenho escrito pouco por isto, por ter sido nos últimos tempos indisciplinado e achar que tenho pouco para contar. Sou tão estúpido, com uma vida inteira para contar, para viver, para apreciar (é esta a palavra!), só não escrevo porque não quero ou a cabeça não me deixa.

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hippie-mrec

Existe curso de como ser responsável?

Alguém me confessava que uma vida de responsabilidade é uma vida sem tempo. Não o censuro.

De facto não é fácil conciliar o facto de se viver com as obrigações da vida, e é por isso que ela, mais ou menos, custa a todos. Mais ainda quando muitos jovens, para não generalizar, estão altamente mal preparados para as dificuldades e para os problemas que terão de enfrentar ao longo do seu futuro. Podíamos culpar tudo e todos mas a verdade é que sem dedicação...nada resulta e mesmo que a experiência possam não ser um posto...ajuda. Culpo talvez todo um sistema implementado que desvirtuou a forma como as pessoas agem e pensam sobre os assuntos verdadeiramente importantes, que podem ou não ser corriqueiros - eu incluído, atenção.

Eu percebo que a minha opinião sobre um assunto destes pode ser polémico, porque depende sempre da experiência e visão de cada um mas a verdade é que as coisas não são iguais hoje e, em muitos casos, umas melhoraram e outras pioraram com o passar dos anos.

E agora vou refugiar-me num arroz de polvo porque são horas de alimentar o urso que há em mim.

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hippie-mrec

4 formas de lidar com a desilusão *alerta cliché*

Lidar com a desilusão é um processo que envolve persistência e capacidade de superação. A desilusão é quase um acto de perda, onde dispomos sempre das mais altas expectativas que acabam por sair furadas, e o que advém daí...depende da nossa capacidade cabal de resposta que nem sempre é capaz.

Toquei neste assunto porque me é sensível e porque vejo que cada vez mais as pessoas lidam mal com as derrotas na vida. Confesso que nem sempre sou capaz de ter capacidade de resposta emocional à desilusão no momento porque a expectativa esbarrando no leito da morte, acaba-se por ficar sem chão para continuar. Mas, fruto de vários anos a bater com a cabeça, tenho uns truques (nem sempre usados na altura certa), que vão redundar em clichés mas que faz todo o sentido para ultrapassar o sentimento de derrota que assola tanto adultos como as crianças.

  • Procurar sempre o lado bom das coisas - parece fácil mas assumir que se perde e saber ganhar são caminhos que temos forçosamente de ter;
  • Nem todos podem ganhar - em competição na vida não há espaço para todos. Sorte é participar, azar é não tentar;
  • A expectativa tem de se distanciar do ego - o problema de jogarmos com o ego é que deixa de ser competição para ser um jogo de vida ou de morte, nem sempre amigável;
  • Nunca se lida com a desilusão sozinho - assumir interiormente que se perdeu mas ter um apoio ajuda a ultrapassar as coisas mais depressa;

E podia continuar. Creio que a ideia passou para esse lado e volto a repetir: até eu assumo que me custa seguir isto à risca mas acredito que seja o caminho ideal a tomar. Persistência e superação, sempre.

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hippie-mrec

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