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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

3 dicas de como minimizar os danos de um trabalho por turnos

Percebo, pelo que vou vendo aqui no Sapo, que algumas pessoas já tiveram algumas experiências de trabalho por turnos. A esses, porque suponho que deixaram essa vida, digo: "Ainda bem!". Aos que ainda andam nesta vida como eu, digo: "Ainda bem!" - também é importante ter trabalho remunerado, de preferência com alguma justiça. 

Eu entendo quando me dizem que o corpo precisa de descanso, de uma rotina de descanso e que nunca deve fugir da normalidade, biologicamente falando. Aliás, uma das minhas primeiras coisas que implementei quando fazia noites era o de fazer as refeições do dia normais, avançando no tempo, ou seja, jantando às 5 da manhã, ceando às 7h e cama.

O que me faz confusão (mas respeito) é que me digam que não conseguem ter essa vida, se lhes fosse dada essa hipótese. Conseguem, sim, mas é preciso terem algo que hoje não têm porque não precisam tanto: disciplina. É preciso disciplina de sono, de alimentação e este post é para dar-vos algumas dicas para quem sofre deste mal (como eu) ou para aqueles que um dia sofrerão com isto.

 

  1. Quer façam manhãs, tardes ou noites, convém fazer as refeições normais, adaptando o tempo. Por exemplo, se acordam às 17h depois de uma noite, essa é a hora referência para o pequeno almoço. 20h seria o vosso almoço, 23h o lanche, depois jantar, etc.
  2. Conseguem sempre dormir 8h. É preciso é pôr cabeça que deitar às 21h tem de ser uma realidade, se tiverem que acordar às 5h da manhã, por exemplo. A mim custa-me deitar tão cedo, nem na escola primária, mas é possível. E se é possível...
  3. Voltando à alimentação, uma boa alimentação, aliada ao exercício, ajuda o corpo a resistir muito mais às diferenças de tempo, a dormir melhor. O contrário, rebenta com vocês e com o vosso bem-estar geral.

E isto são algumas dicas, não profissionais mas que não põem em causa a saúde de ninguém. Convém recordar que a luz regula o nosso relógio biológico, e é por isso que as noites são naturalmente mais duras de passar. Mas se pudermos ajudar o nosso próprio corpo a regular o sistema...porque não?

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Tenham uma óptima semana.

hippie-mrec

Não é difícil ser-se do Sporting

Difícil é aguentar as tempestades que por vezes aparecem e esta semana que passou foi muito importante para se perceber algumas coisas:

1) O Comunicação Social em Portugal anda pelas ruas da amargura, longe dos princípios que deviam nortear as instituições de direito, porque viver num mundo de total hipocrisia e falta de bom-senso já é péssimo, quanto mais haver quem faça perpetuar esse mundo só pela busca de audiências.

2) Portugal é um país óptimo para o tacho e para o tachinho, onde os favores são tantos que às tantas ninguém se limpa (nem podem) da porcaria que fazem com medo de serem denunciados. O profissionalismo em troca de dinheiro e estabilidade financeira, é o que tem feito mover o mundo. Felizmente, sabemos nós que dormem totalmente descansados, porque se é para morrer um dia, para quê ser-se íntegro agora, não é?

3) O sucesso de qualquer coisa depende da sua eficácia. O caminho já ninguém se lembra. Nem o caminho nem nada. 

4) A opinião de cada um não é soberana mas é válida num estado democrático por direito. Até aqui tudo bem. Ser-se censurado desse direito é apanágio daquilo por que lutámos há umas décadas. Não quero voltar lá, ninguém quer. A menos que falemos dos outros.

5) Ser positivo é uma virtude. Ser um positivo incapaz de aceitar outro estado é um mau sintoma. Ambos válidos e ambos não carecem da aprovação de ninguém. Mas parece que me enganei e terei de ser negativo.

6) As notícias têm uma repercussão fortíssima, que enfluencia opiniões, estados de espírito e molda personalidades. Em algumas destas de forma irrepreensível e irreversível. Pensar pela própria cabeça tornou-se um caso de estudo, um assunto de estado.

7) O amor que temos às pessoas, às coisas, é um acto privado de uma tremenda elevação emocional. Não é concebida através da burocracia ou sorte. Ou existe ou não existe. E ver e sentir compaixão por algo que seguimos muito de perto com uma atenção redobrada, além de ser de louvar, é algo que diz respeito ao bedelho de cada um. Há que respeitar isso, digo eu. 

 

Não me moldam a opinião, a personalidade ou a forma de ver as coisas. Não acredito em nada que venha de pessoas que têm um histórico extremamente negativo e nefasto. 

Se eu não durmo porque algo afecta a minha forma de estar na vida, é algo que tenho de resolver sozinho. Não perceberem (em tudo na vida) que as pessoas fazem o "luto" das emoções à sua maneira, demore o tempo que demorar, é não aceitar que as pessoas precisam de espaço e tempo para se reerguerem e encontrarem o seu equilíbrio.

Ser do Sporting é extremamente difícil por estas coisas? É. Mas pouca coisa me deu as pessoas e os momentos que guardo, como este clube e este amor, que ultrapassa em muito tudo aquilo que se passou.

E é vivenciar as coisas de uma forma "romântica" que me faz voltar sempre, não ignorando a História, mas não esquecendo o propósito com que faço as coisas. E isso é tão elementar como a fome e a sede.

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(e isto não foi comentário a nenhum assunto em específico nem a pessoas específicas. É muito antes disso.) 

hippie-mrec

O que sei? Será que sei?

Bom dia.

É só isto que precisam que vos diga. E com isto contribui para o vosso bem estar, como se as minhas palavras escritas fossem verdadeiros toques de Deus.

E é um desejo meu tão profundo que irão viver a vossa vidinha enquanto eu estarei a dormir.

Será realmente um bom dia? Como saberei? O que sei na verdade?

 

Vou dormir.

Será?

É.

Bom dia. Uma vez mais.

 

hippie-mrec

Também mereço um devaneio, ora

O que tenho sofrido com pessoas

e as pessoas sofrido comigo

é como aqueles anúncios com recompensas

que em vez de dois, leva um e já vai estragado.

Sinto que

independente do que sou

as pessoas gostam do que sou.

Quem seria eu sem gostar,

e sem que gostassem?

Não crer que se vive sozinho

é não crer que não se vive acompanhado?

Não e não creio.

E elas aparecem aos magodes.

(que palavra tão engraçada)

para me dizerem o que não vi

mas vi.

e sei o que pretendem.

e não quero saber.

 

hippie-mrec

Só os tontos acreditam em tudo o que lhes dizem

Não sei se é por respeito ou por vaidade, mas acreditam e seguem o seu caminho como se nada fosse. Eu tinha um amigo meu (e o leitor agora irá pensar erradamente: "é amigo teu, é...". Mas era mesmo) que tinha uma capacidade espantosa para ser demasiado boa pessoa. Tudo era uma dádiva de Deus, as pessoas eram de uma bondade estratosférica, as suas ideias eram autênticos Ferrero Rocher. E até havia quem lhe dissesse que a vida não é assim tão bonita, que era vê-lo logo de seguida ofendido até ao tutano. A ofensa maior era pôr em causa tudo aquilo que acreditava, o que não é de todo uma raridade - hoje em dia há muito ofendidinho, nossa senhora.

Bem, tudo para dizer que um dia...fodeu-se.

Ganhou na sua vida um significado novo: desilusão. Mas uma desilusão tão grande, quanto o tamanho da sua bondade. Era vê-lo bêbado e cabisbaixo, descompensado e desafortunado. Até dava pena, parecia um coitadinho, e nem foi por falta de aviso. Volta e meia tentava reerguer-se à custa de velhos fantasmas que lhe assolavam aquela cabeça a precisar de cabeçada para ver se acordava, fantasmas esses que traziam o que ele era antes, que lhe empurravam mais para baixo. Nem as mulheres o queriam, coitado. Nenhuma mulher gosta de um homem cronicamente triste, não é? Suga-lhes a boa energia, mais até do que gostariam de sugar outras coisas.

Esse meu amigo continua meu amigo. Menos desolado e mais esperto.

E como ele parece-me haver muitos hoje em dia. Não sei se por vaidade ou estupidez. Mas não precisam necessariamente de acreditar em alguma coisa, a menos que...olha...acreditem em vocês mesmo.

Finito.

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hippie-mrec

Desabafo sincero de um Sportinguista

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 Para quem é Sportinguista, não há um que não esteja em estado de sítio neste momento, e falo daqueles que perdem o sono com estas coisas, que é o meu caso (quem não perde o sono, o estado de sítio dura pouco). O Sporting perdeu e perdeu bem. E a palavra que me vem à cabeça é discernimento, que é coisa do passado e que não existe mais. A visão do adepto é uma visão romântica: do clube e do desporto que representa. É uma visão que se distancia muito do negócio, da estratégia, do fundamento, de tudo - é ganhar e pronto. Mas é uma visão perigosa porque quando se perde, o lado romântico redunda muitas vezes em frustração exagerada e uma complexidade de emoções que põe em causa tudo o que de bom possa ter acontecido durante aquele(s) dia(s).

Foi o que me aconteceu.

Não é fácil digerir, e poderei aplicar isso na vida, uma expectativa gorada. Mais ainda quando uma sucessão de acontecimentos nos leva a ter um defeito enorme que é o de não saber perder (e de não saber ganhar às vezes), e de extravasar o sentimento no momento a quente. E isto acontece, sobretudo, pelo desconhecimento que outras pessoas têm do fervor que detemos pelo nosso clube. Há pessoas que não entendem como isto é levado tão a peito, que é de coração e nos envolve mais do que a própria vida - simplesmente não percebem. Mas a grande verdade é que há pessoas que vivem disto, com a mesma intensidade com as coisas que o comum dos mortais vive, e isso é pouco entendido. 

Não briguei com ninguém, atenção.

Mas quem vive mais de 60 jogos por ano de várias modalidades, que vai ao estrangeiro, algumas deslocações pelo país para ver o clube (que é o meu caso), posso garantir que já vi de tudo, vivi momentos desde tensos a memoráveis e testemunhei desde momentos podres do desporto a momentos belos que podiam ser transmitidos com músicas bonitas em todos os ecrãs de todos os estádios e pavilhões. E quem passa grande parte da sua vida nas imediações de Alvalade ou no João Rocha, quem vê crescer ao longo do tempo as estruturas do clube e das equipas, ganha uma consciência de pertença e amor, que só pode ser comparada com alguém que nos é muito, muito especial.

É por isso que não gosto de perder, sobretudo perder pela fraca gestão emocional e física da equipa. Vivemos num estado tal de sobressalto, que estou em crer que não sabemos viver num estado normal. E estou triste por, no meio de tanta coisa boa que o Sporting me deu, haver frustrações que me deitam baixo, que me deixam à beira de um completo ataque de nervos. E a natureza humana, sobretudo no futebol, revela-se de uma forma particularmente evidente.

Foi um desabafo e amanhã volto com parvoíce.

 

hippie-mrec