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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Porque defendo o direito à escolha

A vida desgasta muito porque é vivida com pessoas totalmente distintas de nós muitas vezes. E essa distinção obriga-nos a aprender a lidar com os outros de formas que achávamos ir totalmente contra tudo aquilo que acreditamos - e vai, muitas vezes também. As pessoas na sua generalidade não se apercebem, mas impomos (ou queremos impor) o nosso cunho pessoal em tudo, quer na educação dos nossos valores, quer nas nossas ações, na forma de pensar, tudo. E impor isso a pessoas que querem igualmente fazê-lo, acaba por chocar, ás vezes de uma forma exacerbada. Dou-vos um exemplo: o direito à escolha. Quanta falta de respeito já vivenciaram simplesmente porque fizeram uma escolha? A dificuldade que é para muita gente tomar partido de qualquer coisa (cunho pessoal), sem que outras pessoas hajam com respeito às escolhas dos outros (as suas escolhas são outras, logo é o seu cunho pessoal também).

Depois entramos no campo da cedência pessoal. Numa relação entre duas pessoas (até no amor, mas não foi por aí que comecei este texto) alguém tem de ceder, senão serão dois muros a falar. Estigmatizaram muito as pessoas que cediam a tudo o que acreditavam para acreditar na outra pessoa, mas de facto isso pode resultar, porque ceder aquilo em que acreditamos, faz-nos repensar nas nossas escolhas e até aumentar (diminuir também) o gosto que temos por elas. Serão elos mais fracos? Serão uns conas (desculpem lá)? Creio que não e até revela superioridade moral.

Porque comecei isto? Porque li há dias a diferença entre vitória conquistada e a vitória moral, e defendi que as vitórias morais são importantes vitórias que nos preenchem a alma. Não tem efeitos práticos, eu sei, mas uma alma apaziguada, feliz, descomplexada, tem o seu quê de importante. E porque as vitórias conquistadas não são tão duradouras como as morais.

 

Disclaimer: Não prefiro vitórias morais, mas elas têm de existir, até a par das vitórias conquistadas.

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Comprei uma Playstation

Pois.

Sou a prova viva de que a pressão social faz repensar as nossas escolhas. Mas pior que isso, faz repensar na forma como olhamos para as coisas. Não quero com isto dar a parte fraca da coisa mas a verdade é que há muitos anos que não jogava e quando achava que era apenas um brinquedo (que é)...virou monstro.

Eu tive a segunda versão da consola e adorei aquilo na altura. Os jogos já eram carotes mas distraía bem dos afazeres, sobretudo da escola. Com esta é um terror absoluto: netflix (chega a ser melhor versão que no computador), youtube, spotify e lá para o fim...jogos. E para verem o quão realista aquilo é, bastou o meu pai ter perguntado quem está a jogar sem perceber que era eu que jogava.

E com isto descobri um comboio de gente que partilha destas coisas e que me auxiliaram de imediato nas minhas dúvidas - parecia uma seita, do qual me juntei.

E é por isso que voltei a ter 15 anos, viciado e a sentir que faço parte de uma seita religiosa. E sim, continua a ser um vício caro. E sim, tenho crianças em casa que de agora em diante também vão brincar comigo. E sim, quase 30 anos e ando nisto. E sim, gosto muito de vocês. E sim, já parava com isto porque é extremamente aborrecido.

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Balanço da quase Páscoa

Mais uma Páscoa se passou e o balanço é extremamente positivo:

  • Lambrusco
  • Cerveja artesanal
  • Pão de Ló
  • Borrego
  • 0 amêndoas

Porquê estes ingredientes? Porquê zero amêndoas? Não sei, a vida é o que quisermos fazer dela.

Eu sei que não repararam, mas andei ausente durante 2 dias, devido ao facto de ter tido imenso que fazer. Dormir é uma arte que requer tempo, e por vezes o acordar é uma epopeia, clássica ou não, que pode divertir, chorar ou chocar quem esteja a assistir. Eu por exemplo tenho um mau acordar terrível, digno de partir a casa toda. No entanto, passada a dor de acordar, danço um funk, faço papas de aveia, gravo um unboxing de uma nova proteína e lá vou eu explorar o mundo...no sofá, que isto de ter 400 canais, inclusivamente canais de tribos da Amazónia, é ter o mundo num caixote de plástico.

Mas a grande dor é a segunda-feira. Não há funk, nem samba nem rumba quadrada que safe todo um terror associado a este dia. Pior, em dia de greve de comboios, existe um choque anafilático geral que vai persistindo até regressarem a casa, que piora a paciência a quem não a tem há muito. Dias complicados.

 

Bem, e a vossa Páscoa? Ainda arrotam de tão cheios que estão, não é? E outras coisas que a comida em excesso provoca.

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(os meus coelhos da Páscoa)

Boa semana

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