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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Não te fartes da vida

Há dias falava com um amigo que se dizia farto de muita coisa na vida.

Farto da incompreensão,

farto da promiscuidade,

farto da fragilidade estúpida das pessoas,

farto da mentira para se safarem,

farto da falta de bom-senso.

Esperei para escrever isto porque sei que me lês, para te dizer que há coisas na vida que não têm de ser compreendidas, nem faladas a sério, nem construídas de raiz, muito menos com vitalidade e força. A vida é para ser vivida, trabalhada, limada nas suas arestas mais propensas ao erro e à crítica. Melhorarmos a nossa capacidade de entender o jogo, faz de nós pessoas mais capazes.

Tu lembras-te do Darwin que dávamos na escola? Eu disse-te tantas vezes que o homem tinha razão: isto só está feito para os mais fortes, para quem é capaz. E num mundo que te dizes farto, são os anti-corpos que teimas em deixar entrar que são cada vez mais necessários.  

Lembras-te da Teresa que gostavas no Liceu? Porque não foste atrás dela? Ela ensinava-te a ver o mundo de outra perspectiva, porque a tua está gasta e com data de validade expirada. Tu precisas que uma mulher te faça ver o lado dela, para compreenderes que são seres superiores, muito superiores a nós, que não percebemos nada disto. Mas tu achavas que era tudo mentira, que ela não percebia nada disto, que só queria gozar contigo. A Teresa casou-se, sabias? Perdeste a oportunidade, devias estar farto disso também.

Mas peço-te: vive, que não quero que te fartes da vida.

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hippie-mrec

3 questões a fazer com a falta de inspiração para escrever

Sabem porque ter um blogue é difícil?

Porque nem sempre temos inspiração. Pior...quando ela não vem, ausenta-se logo por vários dias e as coisas quase que ficam ao abandono.

Mas vamos tentar perceber o porquê disto acontecer, com 3 questões simples (podiam ser mais):

  1. Querem um estilo próprio para o blogue ou vai sem estilo mesmo?
  2. O que vos inspira?
  3. Pretendem um blogue para o social ou uma coisa mais pessoal?

E agora as explicações:

  1. Ter um estilo próprio ajuda imenso porque seguem uma linha de raciocínio, e que pode redundar, por exemplo, num diário da vossa vida ou em alguma obra ficcional que possam criar. As pessoas gostam disso, porque fá-las sentirem-se terra-a-terra e, em alguns casos, melhores ou piores do que já estão. Ao invés disso, se optam por uma coisa qualquer, talvez ganhem a inspiração para qualquer coisa, mas as ideias dispersam-se mais facilmente;
  2. Complementando com o que foi dito no ponto 1, se seguirem uma linha, a inspiração é quase catalogada. Caso contrário, qualquer "pedrinha da calçada" serve como inspiração. Não quer dizer que possa aparecer por obra e senhor do acaso, mas que ajuda...ajuda;
  3. Todos nós gostamos de reconhecimento, de ter gente a ler-nos, porque ter um blogue público (não vou discutir os privados e os públicos, dos blogues que servem para auto-comiseração/auto-inspiração/autocarro/automóvel, etc) é torná-lo por si só social. Mas se queremos realmente tornar tudo isto social, temos de ser regulares, cativantes e melhorar sempre. E sobretudo sermos vistos pelos outros, o que requer tempo e dedicação, muita leitura e comentários. Se queremos isto mais recreativo, privado, continuem o que têm feito até agora. A diferença está na maior ou menor dedicação que damos a isto fora do nosso blogue, como forma de atrair gente cá para dentro.

Concluindo, tudo o que escrevi serve também para mim, que tenho as minhas alturas menos conseguidas e a dedicação pelas ruas da amargura. Mas creio que ilumina algumas cabeças que ainda não tinham pensado nesta perspectiva.

 

O que pensam disto?

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hippie-mrec

A minha vida dava um cheesecake

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A minha vida podia perfeitamente ser toda construída à volta de um cheesecake.

Esta foi daquelas sobremesas que me fez pensar no sentido da vida, porque quer seja de limão ou frutos vermelhos, eu comia disto até falecer.

Este pedaço de mau caminho gastronómico, tem toda uma textura que me transporta automaticamente para uma zona de conforto do qual me habitua mal, e até em certa medida me faz mal.

E a receita é tão fácil...

 

Ingredientes:

  • 1 lata leite condensado
  • 1 pacote de bolacha Maria
  • 125 g de manteiga derretida
  • 250g de queijo creme magro
  • 200g de natas bem frescas
  • 8 folhas de gelatina
  • compota do doce que pretender

Preparação:

  • Triturar as bolachas e misturar com a manteiga derretida. Coloque no fundo de uma tarteira, pressionando bem.
  • Demolhar as folhas de gelatina em água fria.
  • Bater as natas com o queijo e o leite condensado.
  • Escorrer as folhas de gelatina e derreter em lume brando. Acrescentar ao preparado no ponto anterior e bater bem. Deitar na tarteira e levar ao frio cerca de 3h.

  • Colocar a compota por cima e servir.
hippie-mrec

Folheia as memórias?

Ela folheia o livro porque não usa marcador, e vai buscar à memória a página onde tinha ficado.

É um pouco como quando acordamos e vamos lá atrás onde fica a barreira entre o simples sonho e a realidade.

Mas enquanto ela folheia, vou ouvindo na parte de trás o choro compulsivo de quem perdeu. Essa folheia a memória, que vem embrulhada em pedras que a matam a cada instante.

Não há nada mais difícil que suportar as memórias que doem e que não voltam, como uma justiça da qual lhe é vetada uma defesa. E bem sabemos que o facto de não termos a liberdade de nos defendermos, instalando-se uma ditadura insana, só cessa com guerra. 

E a guerra de viver contra o tempo já aleija o suficiente, não?

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hippie-mrec

Conheciam o Mário Maria? Faleceu.

Conhecem a história do Mário Maria? Eu vou-vos contar:

Quando o conheci ele tinha os seus 57 anos, era eu um gaiato, borbulhento e estúpido por natureza. O Mário tinha um hábito que não esqueço, que era o de colocar o dedo mindinho no leite a ferver todos os dias às 6 da manhã, ir à rua, colocar o dedo apontando para o céu, e dali previa o tempo para o dia todo. O ritual permanecia intacto desde os tempos do saudoso avô António Antoninho e do seu querido e amado pai Francisco Franco (mas depois bebiam o leite, atenção). O leite provinha de uma vaca (carinhosamente apelidada de Cornélia cornuda) que tinham a pastar lá nos terrenos de família para os lados de Miranda do Douro, bem acarinhada e que só servia para dar leite. Até a vaca acompanhava as gerações, já que esta era também a terceira geração. 

O facto curioso e triste, também ele passado de pais para filhos, e eu aí já não assisti, foi o dia em que o Mário, realizando todo o ritual, não acertou na previsão. Faleceu passados 3 dias, tantos quanto tinham passado com o avô e o pai. Rezava a história que o coração e a cabeça deixavam de funcionar como deve ser e por isso a previsão falhava. Quem conhecia sabia como as coisas eram mas nunca ninguém soube se morriam de doença ou pelo desgosto de falharem, mesmo que fosse apenas uma vez.

Paz à sua alma!

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* esta história é puramente ficcional, pelo que nada do que foi escrito corresponde à realidade

hippie-mrec

Dia de chuva vs quase fim-de-semana

Quem estiver a ler isto antes de sair de casa, devo dizer que irá ser um dia de merd...chuva.

Levem o equipamento necessário, e levem aquela camisola suplente escondida para o caso de algo correr mal com tanta água que irá cair hoje.

Mas bom,bom...é amanhã ser sexta (para alguns) e para esses desejo esperança e pachorra porque é só mais dois dias. E bitoque com ovo a cavalo para o almoço.

 

"Bom" dia! 🍃🌧️

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hippie-mrec

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