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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

A menina que encanta as nossas viagens

Existem pessoas que apanham o autocarro comigo vezes sem conta. Quando vou, quando venho, de quando em quando, sempre. 

Mas há uma delas que me despertou sempre a curiosidade, por levar sempre a filha de 1 ano sempre com ela, desde a Linha de Sintra até Palmela durante 1h30 de viagens. A menina faz as delícias de quem viaja, sempre muito alegre, muito sorridente e até vai balbuciando umas coisas que encantam qualquer viajante. 

E a sensação com que fico é que ela vai crescendo no autocarro (e nós crescendo com ela), onde a mãe lhe dá de mamar religiosamente às mesmas horas, lhe dá o iogurte ou as papas com a dificuldade do autocarro vibrar imenso e de segurar na criança e nos boiões, e ainda a põe a dormir. Enquanto isso vai levando consigo 3 ou 4 malas que servem tanto para a menina, como para a actividade profissional que tem numa escola. 

A beleza que tirei sempre disto é a forma despreocupada, acentuada até, com que lida com o obstáculo dos transportes, dos horários, da meteorologia, sem um esgar de tristeza ou cansaço. Ama a filha de uma forma incondicional, a filha retribui com uma alegria maravilhosa, e para mim e para quem partilha o autocarro, é a alegria das viagens, do tempo e da vida.

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hippie-mrec

Como reajo às emoções

Não sei reagir perante as emoções. Quer dizer, até sei, mas a voz embarga, o olhar baixa e fico constrangido. Sinto sempre, perante o elogio ou recompensa, que nunca mereço ou nunca mereci nada daquilo. Sinto sempre que vivi sempre na concordância das coisas, na sorte da vida, e que os planetas e sóis se alinharam todos para que as coisas acontecessem a meu favor.

Não acho que seja auto-confiança destruída, mas é certamente nessa auto-confiança refinada que me vou erguendo e vivendo a pensar que posso ser muito melhor do que sou.

E agora perguntam: Oh David, que estás para aí a dizer? Meus amigos, são três e picos da manhã e o tempo não pára, porque podemos fazer introspectivas, retrospectivas, indumentárias para os sonhos a concretizar. São horas decentes para pensar e para decidir, para escrever e nos rirmos da estupidez que atingiu o mundo, que chega a não ter piada. É por isso que temos de rir dos vídeos de merda, das músicas de merda, dos intentos e desatentos de merda que povoam a terra, que fazem dos eloquentes e dos inteligentes, mais eloquentes e inteligentes do que eles são.

Caraças, David. Que bicho é que te mordeu?

para vos dar ponto da situação, acabo de comer uma tarte de nata, meio acordado, meio a dormir. Ou caiu-me mal, ou é muito doce ou então comprei porque tinha de fazer os 5€ para pagar por multibanco, agora escolham.

Ah, mas voltando às minhas emoções...o reconhecimento é a única métrica possível de que precisamos para continuar a ser o que somos. Para o bem e para o mal, porque se obtemos o reconhecimento por sermos uma valente merda...cresceremos armados numa valente poia.

E caraças, há tanta poia por aí...

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hippie-mrec

As pessoas que ignoram que somos energia

Vou ensinar mais uma vez para que fique bem aprendido: nós somos energia. Repitam...

 

N-Ó-S-S-O-M-O-S-E-N-E-R-G-I-A

 

Muito bem.

É que as pessoas ignoram isto como ignoram as barrigas de peixe, dizendo que aquilo sabe a caca.

Não podemos ignorar uma coisa que mexe connosco, mesmo sem falar, sem tocar, sem nada. Na natureza, duas energias que se cruzam podem provocar diferentes reações. Podem ser boas ou más...

Descobri com o tempo que as massagistas por vezes fazem o seu trabalho descalças, como se a energia pudesse ter uma "terra" para descarregar. Pessoas que ficam com dor de cabeça devido ao toque, os calafrios pela passagem de algo.

Vamos ignorar?

Quem nunca entrou num sítio e sentiu-se logo revitalizado, algo que mexia com as boas energias? Ah pois é.

E o contrário também! 

O não se sentir bem com o espaço, com as pessoas, sabemos lá. É invisível mas mexe com a harmonia.

Não é por acaso que lidar com pessoas positivas/negativas torna-nos mais positivos/negativos. Precisamos anular as coisas más com coisas boas.

Por isso eu sempre disse que a música do Rui Veloso estava errada. Não era "quem não ouve a mesma canção" mas "quem não tem a mesma energia" - péssima métrica, não rima mas é verdade.

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hippie-mrec

Não é sexo que precisam. É sol!

A chuva é necessária, permite bons serões fechados em casa e imagens impressionantes. Mas nada como a luz para iluminar isto tudo e dar alegria para conviver com o mundo. E até digo mais: até ver, o sol veio para ficar, e vamos voltar a encher esplanadas, passeios à beira-mar, sair às rua porque a rua precisar de gente e de alegria. Um pouco como o mundo, porque podemos achar que certas pessoas precisam é de sexo para arrebitarem...mas se calhar precisam é de ser iluminadas, de levar com vitamina na cara e aproveitar o calor para ver se acordam para a vida.

 

Vamos ser felizes?

... e comer um McFlurry de SnickersSnic aquilo é bom mas bom. Ou vão continuar a meter veneno na alma a vós próprios só porque sim?

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hippie-mrec

Tem de haver algo que nos faça sentir vivos

Tem de haver algo de belo em levantarmo-nos todos os dias para ir trabalhar, fazê-lo e voltar ao nosso lar. Tem de haver algo que nos recorde instintivamente que tudo isto é mais do que dinheiro e mais que uma necessidade. Tem de haver profissionalismo, e o profissionalismo tem de ser saudável. Mais do que a necessidade de terminar com o produto feito, é a necessidade de estarmos bem, de estarmos em paz e de partilhar as horas de trabalho com outras gentes com as mesmas necessidades que nós. Tem de haver algo mais nisto, e algo mais que nos permita viver. 

Ontem foi uma bola de Berlim que uma colega ofereceu, no outro dia fui eu que partilhei um Porto, algures no tempo houve pastéis de nata, um almoço ou jantar de colegas. Rimos muito, porque rir é o melhor remédio para tudo. Tem de haver no tempo algo que nos faça acreditar que trabalhar para viver tem de dar para viver também.

Em volta todos nos reconhecem o esforço, o trabalho e a dedicação. Reconhecem no "bom descanso, até amanhã!" a mesma força que nos move a todos num ideal. Tem de haver ideal, tem de haver quem nos entenda e quem entenda o que estamos a fazer. A força do trabalho dá-nos vitalidade, o dinheiro os acessórios. 

Tem de haver algo, não tem?

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hippie-mrec