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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

23.03.18

A menina que encanta as nossas viagens


Existem pessoas que apanham o autocarro comigo vezes sem conta. Quando vou, quando venho, de quando em quando, sempre. 

Mas há uma delas que me despertou sempre a curiosidade, por levar sempre a filha de 1 ano sempre com ela, desde a Linha de Sintra até Palmela durante 1h30 de viagens. A menina faz as delícias de quem viaja, sempre muito alegre, muito sorridente e até vai balbuciando umas coisas que encantam qualquer viajante. 

E a sensação com que fico é que ela vai crescendo no autocarro (e nós crescendo com ela), onde a mãe lhe dá de mamar religiosamente às mesmas horas, lhe dá o iogurte ou as papas com a dificuldade do autocarro vibrar imenso e de segurar na criança e nos boiões, e ainda a põe a dormir. Enquanto isso vai levando consigo 3 ou 4 malas que servem tanto para a menina, como para a actividade profissional que tem numa escola. 

A beleza que tirei sempre disto é a forma despreocupada, acentuada até, com que lida com o obstáculo dos transportes, dos horários, da meteorologia, sem um esgar de tristeza ou cansaço. Ama a filha de uma forma incondicional, a filha retribui com uma alegria maravilhosa, e para mim e para quem partilha o autocarro, é a alegria das viagens, do tempo e da vida.

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23.03.18

Como reajo às emoções


Não sei reagir perante as emoções. Quer dizer, até sei, mas a voz embarga, o olhar baixa e fico constrangido. Sinto sempre, perante o elogio ou recompensa, que nunca mereço ou nunca mereci nada daquilo. Sinto sempre que vivi sempre na concordância das coisas, na sorte da vida, e que os planetas e sóis se alinharam todos para que as coisas acontecessem a meu favor.

Não acho que seja auto-confiança destruída, mas é certamente nessa auto-confiança refinada que me vou erguendo e vivendo a pensar que posso ser muito melhor do que sou.

E agora perguntam: Oh David, que estás para aí a dizer? Meus amigos, são três e picos da manhã e o tempo não pára, porque podemos fazer introspectivas, retrospectivas, indumentárias para os sonhos a concretizar. São horas decentes para pensar e para decidir, para escrever e nos rirmos da estupidez que atingiu o mundo, que chega a não ter piada. É por isso que temos de rir dos vídeos de merda, das músicas de merda, dos intentos e desatentos de merda que povoam a terra, que fazem dos eloquentes e dos inteligentes, mais eloquentes e inteligentes do que eles são.

Caraças, David. Que bicho é que te mordeu?

para vos dar ponto da situação, acabo de comer uma tarte de nata, meio acordado, meio a dormir. Ou caiu-me mal, ou é muito doce ou então comprei porque tinha de fazer os 5€ para pagar por multibanco, agora escolham.

Ah, mas voltando às minhas emoções...o reconhecimento é a única métrica possível de que precisamos para continuar a ser o que somos. Para o bem e para o mal, porque se obtemos o reconhecimento por sermos uma valente merda...cresceremos armados numa valente poia.

E caraças, há tanta poia por aí...

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