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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Odeio fruta quente mas...

Ultimamente tenho vivido um certo terror, que é o de não ter argumentos suficientemente fortes para derrubar a expressão "a tua palavra contra a minha". Nós, desculpem generalizar, tendemos a querer que a nossa opinião seja a mais válida, e isso prende-se com o facto de sermos seres que necessitam da aprovação emocional das pessoas. É bom ser reconhecido por guiarmos alguém, porque isso nos torna úteis, mas há 3 grandes temas que se destacam e que dificilmente deixaremos de ter a nossa palavra contra os demais:

  • Futebol
  • Política
  • Religião

E há mais temas mas estes são claramente os mais inflamáveis. E são porque alguém tende a atear o fogo com gasolina, pondo em causa a liberdade de escolha que é tão válida como a liberdade de expressão ou o direito à vida, que também é ela uma escolha. Dou-vos um exemplo, fora até destes temas: A L. gosta de tartes de maçã, e eu vaticinei ao longo da minha vida que não gostava de fruta quente e, por conseguinte, não gostava de tartes de maçã. Ora, sofri bullying. E sofri porque apesar de acreditar que as tartes de maçã são deliciosas, a minha escolha havia sido feita muito antes de saber que ela gostava de tartes de maçã. No entanto, há uns tempos num jantar de amigos, comi um crumble de maçã, que por sinal estava quente e fiquei deliciado com aquilo. Ora, sofri bullying novamente. Desta vez por ter provado uma coisa que tinha vetado toda a vida.

Ora, apesar de ter usado o meu direito de escolha, o argumento foi fraco. Mas tudo isto para explicar que há coisas na vida que não têm palavras que as descrevam. Num momento, tudo nos pode soar bem, tudo nos saber bem, que amanhã se calhar já não. Explicar uma coisa que vem do íntimo num dado momento é complicado, porque pode ou não basear-se na experiência pessoal. E é por isso que hoje adoro crumble de maçã mas odeio tarte de maçã, porque até chegar o dia em que a experiência é má...a última boa fica sempre. Como em tudo na vida.

hippie-mrec

[Desafio das 52 semanas] Atrasado!

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  • Aproveitar a vida;
  • Aproveitar as esplanadas;
  • Aproveitar para apanhar vitamina D;
  • Aproveitar praias e piscinas;
  • Aproveitar para ler ao ar livre;
  • Aproveitar o ar livre;
  • Aproveitar a luz, o sol, o calor;
  • Aproveitar para beber mais água;

Se for no calor...do momento, e caso não aleije ninguém...façam-no indiscriminadamente.

 

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  • "Fia-te na virgem e não corras"
  • "Estávamos à beira do precipício e demos um passo em frente"
  • "Para se ser feliz é preciso ser-se um bocado parvo" - Miguel Esteves Cardoso
  • "Você ganhou o euromilhões!" - alguém do futuro
  • "A conversa não cozinha o arroz" - Provérbio chinês

 

hippie-mrec

Fod€#€& que está frio!

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Roma-Areeiro, Lisboa, Portugal, Europa, Mundo, Via Láctea, cagagésimos de partículas. 

E eis que é aqui, a estas horas lindas da manhã, que me dói um pé, uma perna, um joelho e uma alma inteira com o sono que tenho. 

É aqui que apanho um frio descomunal com 45 cêntimos na carteira. Podia levantar dinheiro, mas a minha incapacidade para levantar 10€ para pagar um café e depois gastar o resto em coisas, faz-me recuar e apreciar a vida a temperaturas mais baixas, que faz encolher o real tomatito.

 

Bom dia.

hippie-mrec

Desrespeitei o meu despertador

Há qualquer coisa de fascinante na forma como lido com o despertador.

Eu por mim abolia o botão snooze porque nunca lhe dei uso, apesar de as pessoas resistirem a acreditar nisso. Acordo ao despertar da primeira nota musical do alarme, e consoante a profundidade do sonho, poderei acordar sobressaltado, de forma lenta ou de forma estúpida.

Mas como acordar de forma estúpida?

Com um salto encarpado na cama, em que no movimento descendente, a minha mão vai ao telemóvel e desliga o alarme. Faz sentido para vocês isto? Não? Sim? Ok.

Mas eu sinto que a minha relação com o despertador é daquelas relações em que se um de nós falha, acabaremos os dois numa depressão, a enfrascar Sumol de laranja puro e sandes de torresmo prensado.

Pensavam não ser possível que um despertador tivesse depressão, não era? E quando não toca? Ora aí está...

Mas por outro lado sinto que devemos respeito a uma instituição que permite que o dinheiro entre em casa, que não tenhamos problemas no trabalho, e outras coisas que não me lembro mas que são válidas. O que acontece depois do despertador já é da esfera de outras instituições, tenham paciência!

Mas hoje desrespeitei o meu despertador. Coloquei para despertar a dada hora e acordei 1h mais cedo, rogando mil pragas ao dito cujo, por achar que não tocou por esquecimento. À hora certa despertou, inundando-me de culpa que ainda perdura. Por isso...as minhas mais sinceras desculpas...

 

...meu cabrão de merda!

 

 

hippie-mrec

Quando ganhamos e quando perdemos

É quando perdemos, que amamos mais e corremos atrás.

É quando perdemos, que ganhamos consciência dos erros e da falta que faz sermos mais nós próprios.

É quando perdemos, que nos cai tudo, que as memórias ganham espaço e tudo se torna infindável para a alma.

 

Mas não perdi para poder ganhar um bocadinho mais todos os dias. O amor é memória, é o gesto e é necessário. Não fica uma palavra por dizer, nunca as perguntas ficam sem resposta, nunca o amor deixa de ser correspondido. E é por isso que somos felizes, porque tudo na vida precisa de manutenção, materiais novos, novas formas de ver, sentir e apurar os sentidos. É preciso reconhecer o mérito, os erros e aprender, aprender todos os dias, porque a partir do momento em que tomamos partido da comodidade e do conforto do falso conhecimento, estagnamos e deixamos de ter para dar.

Nada na vida é garantido, e tão pouco sabemos a solução de tudo. Mas a piada de tudo isto é mesmo essa.

hippie-mrec

Tudo fluí de forma natural, não deveria ser sempre assim?

Hoje deitar-me-ei descansado. Quantos poderão dizer o mesmo, esses que andam para aí perdidos na vida. Deitar-me-ei mais ou menos cansado, com a consciência de que o dia passou e acabou. E é essa certeza que às vezes determina o sono da insónia, o descanso do cansaço extra numa cama, o correcto do incorrecto. Pensar que há coisas que ficam nos sítios certos, que não levamos para casa, é meio caminho andado para se andar bem, olhar e reparar que tudo fluí de forma natural. Há lá coisa melhor para se ser feliz do que esta coisa de liberdade. Não são os brutos carros e as brutas casas...é a alma apaziguada. É poder parar para apreciar, é poder escutar por 2 minutos sem que isso interfira no seu rumo emocional desgastado. Tudo fluí, e deveria ser sempre assim, não é?

Bom dia, que a cama chama-me.

hippie-mrec