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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

29
Jan18

Os autocarros da vida

David Marinho

Ontem, antes de embarcar no autocarro em Braga para Lisboa, vi os abraços emocionados de quem parte e de quem fica. Há qualquer coisa no sentimento de perda, de distância que é anti-natura. Há algo que permanece incólume aos olhos de quem fica, que pesa, mói e envelhece. Não é fácil deixarmos quem amamos, certo? Mas nada nos prepara quando elas fogem para longe pelas mais diversas razões. E são estas coisas que me fazem achar que as tecnologias nunca conseguirão realizar: tornar físicas as emoções, que nenhum algoritmo computorizado consiga desvendar. Os olhos humedecem só de olhar, e isto seria desvendar uma razão que permanece intocável, que vai muito para além de uma ideia feita. O trabalho, os estudos, a vida vai começando a desviar-se das pequenas povoações, as oportunidades fogem e os abraços multiplicam-se porque só ao longe se consegue viver em pleno. Viver não, sobreviver. Nenhum dinheiro paga as nossas raízes, a nossa casa, as nossas gentes e pessoas, as nossas coisas. Nenhum trabalho nos dá a saúde de sermos felizes com o que é nosso.

 

Então apanhamos os autocarros da vida, porque tudo isto deixou de ser simples, e tudo é tão simples se quisermos todos.

26
Jan18

Viver sorrindo e andando

David Marinho

Ninguém se acha

pai ou mãe

Da razão. 

Se o engodo desencanta

A expressão não colabora

As palavras se enrolam. 

 

Vivi noite e dia

para estar

para ser o que sou. 

Só não fiz o que não me competia

O que não me satisfazia 

O que fazia de mim

O que nunca fui. 

 

Então sorrimos. 

Sorrimos e andamos

Que às tantas, de tantas

Voltas que o mundo dá 

Viajamos e vivemos

Num total sorrindo

E estou-me cagandismo. 

24
Jan18

Fenómenos de Marketing no meu blogue?

David Marinho

Há um fenómeno interessante que o Marketing é capaz de me explicar. Sei que não sou escritor, e apesar de querer que isto soe a um bom Nestum, por vezes soa a Pensal - boa analogia? Não? Prossigamos.

É que nos dias que não tenho escrito fui mais vezes destacado pelo Sapo, mais comentado, mais visto. Quando ando por aqui, afasto as pessoas. Que fenómeno é esse? É o meu Rexona que tem um cheiro enjoativo? Ou o meu perfume encorpado importado a.k.a. disfarce de banho não tomado que faz-se notar pelas piores razões? (Nota: tomo banho, não o faço mais vezes porque está frio, tudo mirra e depois fico sem nada para lavar).

No entanto, vós sois uns queridos em aparecerem aqui no meu espaço, até para conhecerem novas pessoas na minha caixa de comentários, que é para mim o Santo Graal dos objectivos que tenho quando escrevo...conhecerem-me, conhecerem outras pessoas, conhecerem-se (já aconteceu).

De resto, que venha o ordenado. É que este mês já está a ser grande demais e parecendo que não...era de bom tom dar cor à minha conta bancária.

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