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Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

Domingo à tarde

Não gostas, queres ver!

18
Jan18

Oh céus, este amor por ti

David Marinho

Oh céus, a música 

Que os meus ouvidos ouvem

São pedaços teus de eloquência 

De imaginários 

De memórias 

Oh céus, memórias 

São pedaços teus 

Que não perco. 

 

Já sei, já sei

Hora de dormir que

Num rasgo de génio 

Me pus a escrever

Pedaços meus de qualquer coisa

Que, oh céus 

Só podem ser de amor

Por ti. 

17
Jan18

Qual o preço de ter tempo de qualidade com os outros?

David Marinho

Sei que as horas são propícias a devaneios estúpidos, insensatos ou confusos. Mas a pergunta que me fiz até foi bastante válida, porque realmente qual será o preço de voltarmos a ter tempo de qualidade com os outros, sem que sejamos impostos pelas - desculpem o pleonasmo - imposições da vida? Qual o preço de fazer as coisas por fazer, sem que tenhamos forçosamente de fazer para compensar? (Percebem a diferença?).

Nós lutamos de forma errada todos os dias por tempo de qualidade, e de forma inconsciente. Descansamos menos para ficarmos acordados para uma última conversa, para uma última visita às redes sociais, para alimentarmos o falso ego, porque isso nos provoca boas sensações mas continuamos a falar menos, a actuar menos. Depois quando temos realmente tempo, queremos descansar da semana "caótica" que tivemos porque dormimos tão poucas horas. Aproveitamos pouco o nosso lar, as nossas pessoas, a nossa vida, porque andamos cansados. 

E se começássemos a pensar que um jantar com aquele grupo de amigos, mais do que ser uma despesa, é uma forma de viver? E se começássemos a pensar que aquela fuga rápida de dois dias de comboio até à cidade que sempre quiseram visitar não é um gasto "incomportável para este mês" mas mais uma escadinha de libertação do stress acumulado? Até o esforço de poupar para tanta coisa causa stress, mas esse é o preço que pagamos para não vivermos bem.

Não sei, assim de repente apetece-me um café ali no Cais do Sodré com todos vocês. 0,60€, 1€, 2€ e vivemos um bocadinho, contamos histórias, rimos e perdemos noção do tempo. É dinheiro que sai em prol das memórias boas, dos sorrisos e das pessoas.

Vamos?

16
Jan18

Sinto-me Almada Negreiros

David Marinho

Hoje sinto que me podia chamar Almada Negreiros. E com esta poesia, inspirada pelo Tejo, me despeço para uma noite (noite?) de sono. 

 

Entrou-me uma pestana 

Para o olho

E às escuras vou enfiando 

O dedo

No olho

Para tirar a pestana que não sai. 

 

E nisto...a pestana saiu

Mas o olho ficou

A arder

E coço

E vou coçando

Maldita comichão 

Maldita pestana

Que fez arder

O meu olho.

 

Bom dia. 

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