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Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Domingo à tarde

Senta-te, desfruta e serve-te enquanto vou ali fazer uma sestinha

Manhãs complicadas

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Vou mudar...

Não são raros os dias que fico mais 20 minutos na cama, de olhos abertos, a pensar. Às vezes alongo, imaginando as voltas que a vida dá, dando voltas na cama como se do mundo se tratasse. Não é preciso estar-se preocupado, viver-se dias terríveis, para aí podermos pensar só em nós, certo? É que o conceito de "pensar em nós mesmos" tem significados que não devia ter, sobretudo pejorativos, que se alia a uma certa ganância de género e de estado emocional que não deveria ser. E quando me levanto, imagino músicas motivacionais a envolverem-me enquanto salvo o mundo (estou a brincar, geralmente tenho é fome), mas não me levanto sem antes pensar que hoje é que vai ser. Gabo a coragem a quem se levanta e faz coisas com uma naturalidade e pontualidade incríveis porque tomou a liberdade de mudar, de fazer, e sobretudo de fazer acontecer. E isso é quase um dom que só atinge quem realmente está disposto a "sofrer" até o hábito tomar conta de nós. É que tenho de fazer acontecer com alguma urgência, e o que antes era apenas um reparo motivacional, hoje é o maior reparo que tenho de fazer na minha vida: por mim, pela minha saúde e bem estar. Vou mudar...

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Porque não pode um blogger ser um artista?

Então vocês permitem-me que deixe de vir aqui durante tanto tempo? É que por um triz não tinha de pedir nova password, não se faz...

A actualidade está seca e o romantismo das palavras deixou de fazer sentido há muito. É bonito, mas não se sente da mesma forma, elevando a fasquia a níveis que são imcomportáveis para quem não viveu de outra forma. Ontem senti-me lesado porque a posição de blogger na sociedade está a tornar-se uma piada, dando a lugar a um tipo de pessoas que "só pode parir abaixo do zero"*. Não percebem o quão barato é distribuir a felicidade nas palavras, de uma coisa que é tão gratuita que até chateia. Não percebem que, a par da rádio, somos companhia, somos parte integrante na vida das pessoas que nenhuma visão ou encenação consegue reproduzir. 

Escrevam muito, a sério. Além de nos fazer bem, não sabem a quem podem fazer bem também.

 

*Manifesto Anti-Dantas -- José de Almada Negreiros

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